Um verão inesquecível
A 11.ª edição do Millennium Estoril Open tem contornos inéditos por ser a primeira a desenrolar-se em pleno verão. Sol, calor e brisa do mar serão elementos presentes do primeiro ao último ponto numa semana de festa no Clube de Ténis do Estoril, onde voltam a aterrar estrelas credenciadas e novas promessas. O objetivo é claro: colocar as mãos no troféu mais importante do país.
E começamos logo com um recorde: em 2026, o Millennium Estoril Open terá pelo menos seis portugueses no quadro principal de singulares, superando as mãos cheias de 2017 e 2018. Nuno Borges foi o primeiro a obter entrada direta e a ele acabaram por juntar-se Jaime Faria e Henrique Rocha, depois das habituais movimentações de última hora, com os convites a serem mais tarde endereçados a Frederico Silva, Tiago Pereira e o campeão nacional Tiago Torres.
Este sábado, no qualifying, jogam João Domingues, Francisco Rocha e os estreantes João Dinis Silva e Gonçalo Castro (jogou o pré-qualifying há um ano) — todos com a missão de alcançarem o primeiro quadro principal em torneios ATP para fazerem desta uma edição ainda mais histórica.
O carismático Andrey Rublev lidera a lista de estrelas da primeira edição veranil e chega a Portugal com um currículo de luxo, com destaque para 17 títulos ATP (dois deles em Masters 1000) num total de 29 finais e 10 quartos de final em torneios do Grand Slam, bem como um título na Taça Davis.
Mas a grande vedeta deste Millennium Estoril Open é Stan Wawrinka. O suíço de 41 anos dispensa apresentações e tornou-se num jogador de culto ao desafiar os melhores da sua geração para conquistar três títulos do Grand Slam (Australian Open 2014, Roland-Garros 2015 e US Open 2016) numa era dominada por Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic. No ano de despedida, escolheu o nosso torneio como uma das derradeiras paragens — e a última em terra batida.